Da Linha ao Círculo - Análise da Sustentabilidade em Arquitetura e Construção

[formação.especialização.área 581]...............A Modernidade avançou num contexto de expansão. O progresso científico e tecnológico impulsionou a indústria e a exploração dos recursos naturais a uma escala sem precedentes. O desenvolvimento económico baseado na inovação e no crédito transformou os alicerces do conhecimento e a relação com a Natureza, assistindo-se a um crescimento descontrolado dos ambientes construídos. Essa etapa, claramente em crise, apoiou-se na ação linear e num crescimento ilimitado ou a consciência das consequências da ação humana no meio ambiente, deixando como herança um lastro de destruição. Uma nova compreensão de limite, e a ameaça crescente de escassez, têm vindo a motivar a revisão do modelo de relacionamento - Ser-Humano/Natureza, com consequências profundas no exercício da ARQUITETURA. Sendo os ambientes construídos, responsáveis pelos grandes consumos de energia e matérias-primas, pela poluição, desperdício e desigualdade, a ARQUITETURA, como disciplina charneira da aplicação do conhecimento nos processos de construção da vida humana, está particularmente visada. Tem por isso, que desempenhar um papel de liderança na «Transição Ecológica», projetando as soluções necessárias para uma vida com qualidade dentro dos "Limites do Planeta". Assim, sendo a ação dos arquitetos transversal à "Fileira da Construção", e estendendo-se também à ação política, sociocultural, científica e tecnológica, A LUTA POR UM MELHOR DESEMPENHO AMBIENTAL DO TERRITÓRIO, DAS CIDADES E DA SOCIEDADE, torna-se basilar da conduta ética dos arquitetos. Nesse sentido, e já em fase de implementação de um novo "modelo de desenvolvimento", a reunião dos associados da Ordem dos Arquitetos, com docentes e investigadores ligados a temáticas resultantes do cruzamento entre - Arquitetura / Energia / Ecologia, irá certamente contribuir para estimular a multiplicação de conhecimento, o "espirito crítico" e a "construção de ideias" cada vez mais sólidas, sobre questões, para as quais, a sociedade exige já aos arquitetos respostas viáveis.

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