Vasco da Câmara Pestana (1928-2015)
— 29.10.2015

Faleceu no passado dia 25 de Outubro o arquitecto Vasco da Câmara Pestana, membro nº 99 da Ordem dos Arquitectos. Vasco da Câmara Pestana foi 2º Secretário da Mesa da Assembleia Geral da Ordem dos Arquitectos, no mandato do arquitecto Keil do Amaral.
Diplomado com 17 valores, pela Escola
Superior de Belas Artes de Lisboa, em 1955, o arquitecto Vasco da Câmara Peestana trabalhou
durante o curso na SUFIL/Sociedade de Urbanização e Fomento Lda, na
Comissão das Construções Hospitalares do Ministério das Obras
Públicas, na Junta de Colonização Interna do Ministério da
Agricultura e exerceu funções docentes, como professor provisório,
na Escola Técnica Elementar Eugénio dos Santos de Lisboa, no ano
lectivo de 1951-1952.
De 1952 a 1954 presta serviço
militar, passando à disponibilidade como tenente miliciano.
Em
1955 iniciou funções como arquitecto na Repartição de
Arquitectura da Direcção de Serviços de Salubridade e Edificações
da Câmara Municipal de Lisboa, sendo nomeado arquitecto do quadro em
1959, fazendo parte no ano seguinte do Júri do “Prémio Municipal
de Arquitectura-Edificações -1959”.
Integrou a lista
de peritos avaliadores da Direcção de Finanças do Distrito de
Lisboa, solicitando em 1964 a demissão desse cargo, dado a sua
actividade profissional não lhe permitir continuar a desempenhar as
respectivas funções.
Em 1965 passou, a seu pedido, à
situação de licença ilimitada de arquitecto da Câmara Municipal
de Lisboa, ingressando no mesmo ano, nas “Habitações
Económicas”-Federação de Caixas de Previdência, sendo em 1969
promovido a arquitecto-chefe.
Em 1970 frequentou o curso
“Programação Arquitectónica de Edifícios” promovido pelo
Laboratório Nacional de Engenharia Civil-LNEC/C116 FEV/MAR 70.
Em
1972, por extinção das “Habitações Económicas”-Federação
de Caixas de Previdência, transitou para a Comissão dos Edifícios
e Organismos Dependentes do Ministério das Corporações e
Previdência Social, posteriormente denominada, em 1974, Comissão de
Equipamentos Colectivos da Secretaria de Estado da Segurança
Social.
Neste organismo, numa perspectiva de estudo e
pesquisa, desenvolveu e participou no campo técnico-normativo na
execução de documentos de trabalho, assim como na elaboração de
projectos para a adaptação de edifícios existentes e construções
de raiz de equipamentos para 1ª e 2ª Infância - creches e jardins
de infância.
Integrou, em 1976, o grupo de trabalho
constituído por elementos da CEC e da DGSU/Direcção Geral dos
Serviços de Urbanização para a elaboração de um Projecto de
Despacho Conjunto das respectivas Secretarias de Estado com vista a
sua articulação ao nível de equipamentos colectivos.
Em
1977 é promovido a chefe de Divisão, participando como
representante da CEC, em 1977-1978, no “Grupo de Trabalho de
Equipamentos Colectivos” organizado pelo CEP/Centro de Estudos e
Planeamento da Secretaria de Estado de Planeamento do Ministério das
Finanças, visando reunir e ordenar critérios de programação
adoptados nos sectores responsáveis pelos diversos equipamentos
colectivos.
Participa em 1979 nos colóquios promovidos
na FIL/JUVENTUS 79 apresentando duas comunicações -
1. Integração/associação de equipamentos
complementares/participação das comunidades no respectivo processo
- 2.Concepção dos espaços que constituem os equipamentos para a 1ª
e 2ª Infância - acompanhadas de diapositivos dos projectos da
Creche 3 e Jardim de Infância de Porto de Mós (realizado) e do
Monte da Caparica-Plano Integrado de Almada, seguidas de debate.
No
mesmo ano, no âmbito do GEDI/Gabinete de Estudos, Documentação e
Informação da CEC participa na elaboração do documento “Proposta
para um plano de estudos de equipamentos/instalações do sector da
Segurança Social”.
Em 1981 foi indigitado, como Chefe
de Divisão, para as funções de coordenador do NEP/Núcleo de
Estudos e Normalização de Projectos, destacando-se dos trabalhos
então executados, o documento de orientação normativa designado
“Instruções para projectos de equipamentos colectivos - 1ª e 2ª
Infância - Creches e Jardins de Infância” - doc.NEP E1/JUN
81.
Tendo optado pelo regime jurídico dos funcionários
e agentes da Administração Pública, foi exonerado em 1982, a seu
pedido de arquitecto da CML, na situação de licença
ilimitada.
Em 1983 é nomeado Chefe de Divisão de
Programas e Projectos do quadro da DGORH/Direcção Geral de
Organização e Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Segurança
Social, passando a coordenar a elaboração de diversos estudos e
projectos referentes a equipamentos, nomeadamente, creches, jardins
de infância, centro de actividades de tempos livres, lares e centros
de convívio.
Em 1984, precedendo concurso documental e
discussão de trabalho apresentado para o efeito, é promovido à
categoria de técnico assessor.
No mesmo ano, a
solicitação do Presidente do Conselho Directivo do Departamento de
Arquitectura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, presta
colaboração na organização do Curso/Seminário-S1- Equipamento
Social.
Participa no LNEC no Seminário 308/84
“Fundamentos para uma normativa urbanística portuguesa” e, na
DGORH nos cursos de “Técnicas de gestão”, “Tomada de decisão”
e “Básico de informática”, respectivamente em 1985 e
1986.
Neste período de tempo, integra júris de
concursos de provimento em lugares de ingresso e acesso do quadro do
pessoal da DGORH, destacando-se o concurso para provimento, de vagas
existentes, na categoria de técnico assessor.
Em
1986, solicita a aposentação ao abrigo da Lei nº9/86 de 30 de
Abril, com a categoria de técnico assessor exercendo em comissão
de serviço as funções de Chefe de Divisão.
Concedido
o pedido formulado, passou a exercer em exclusivo a actividade em
regime livre no seu próprio atelier.