José Forjaz: 50 anos de arquitectura em Moçambique

— 09.12.2015


A OASRS, o ISCTE e o Museu dos Coches trouxeram a Lisboa, no passado dia 26 de Novembro, o arquitecto José Forjaz para uma conferência onde passou em revista os 50 anos de arquitectura produzida em Moçambique.

Ao longo de duas horas, o auditório do novo Museu dos Coches, praticamente cheio, acompanhou com atenção a viagem do arquitecto que mostrou imagens dos seus projectos e da sua longa vida profissional. Apresentado pelo arq. Raúl Hestnes Ferreira, seu contemporâneo, José Forjaz iniciou a conferência lendo um texto que aqui reproduzimos na íntegra.

Uma entrevista com o arquitecto, feita minutos antes da conferência, pode ser vista aqui


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Conferência no Museu dos Coches


Apresentar o nosso trabalho em Portugal dá-me, simultaneamente, um enorme prazer e uma inesperada sensação de filho pródigo.

Foi aqui que me formei, onde fiz os primeiros projectos e onde adquiri e estruturei uma atitude de dialéctica permanente, que me obriga a ver a profissão na óptica da responsabilidade social que ela impõe.

Foi aqui que embebi as dimensões poéticas das formas e o significado das densidades e das subtilezas, da materialidade e do intangível na arquitectura.

Ao cabo de uma longa deambulação, que julgo ter-me dado o direito a cidadão do mundo, direito que defendo ser universal, descubro em mim uma nova perspectiva, uma visão mais emocionada e uma mais calma consciência das minhas raízes telúricas e culturais.

Ao longo destes anos tenho a sensação, ou a ilusão, de ter andado, antes de tudo, a cumprir obrigações: de coerência ideológica, de honestidade intelectual e de transmissão desta obsessão em acreditar que a arte da arquitectura é possível e se justifica quando melhora o mundo em que a praticamos.

Por razões circunstanciais e históricas fui obrigado, em diversas ocasiões, a cumprir tarefas acima das minhas capacidades intelectuais, da minha abrangência cultural e das minhas capacidades físicas.

As tensões psicológicas que daí resultaram foram e continuam a ser, as mais duras de suportar pois que me dão, sempre, a dimensão e a escala das minhas próprias limitações.

Não quero reviver perante esta audiência momentos particularmente árduos da minha, obrigada e aceite, intervenção a níveis políticos e didácticos, mas parece-me significativo que, de várias formas, a insegurança que senti é um sentimento que me acompanha ainda no processo de inventar cada novo projecto.

Por outro lado, e despido de toda a retórica, não posso alienar o fardo duma longa experiência profissional que pode, tão facilmente, anular a frescura de novos caminhos, experiências e soluções.

Os trabalhos, que vos apresento, são uma das pontas do iceberg desta, talvez longa demais, experiência.

São, de facto, os testemunhos de uma diversificada actividade e, porventura, os mais tangíveis e adequados a uma apresentação desta natureza.

Não me seria possível testemunhar, aqui, aspectos, mais complexos e menos sintetizáveis, da minha actividade como a colaboração na construção da estruturação e dos currículos de uma nova faculdade de arquitectura, a orientação da elaboração da lei de ordenamento do território moçambicano, o enquadramento e direcção da equipa de elaboração do plano de estrutura da cidade do Maputo e de outras cidades em Moçambique, do plano distrital do Distrito de Matutuine, a colaboração no desenho da estratégia de requalificação de bairros informais urbanos e a direcção dessas intervenções em diversas cidades de Moçambique, a participação como Policy Advisor na Cities Alliance e outras intervenções que seria ainda mais maçador enumerar.

Menciono estas vertentes da minha actividade como arquitecto por duas razões para mim importantes: a primeira é a de que o envolvimento profissional e moral, a que me obrigou o compromisso com a luta por uma melhor qualidade do habitat humano, me obriga a perspectivar o exercício da profissão para lá da imediata satisfação de condições técnicas ou manipulações estéticas, a menos que estas sejam validadas por parâmetros de justiça social e respeito ambiental.

A segunda é, consequentemente, a de que as escolhas técnicas e a expressão das nossas elaborações estéticas reflectem, ou devem reflectir, uma permanente procura de aperfeiçoamento dos processos mais adequados e de uma visão, cada dia mais límpida, da ressonância entre o imaginável e o necessário.

A minha imersão numa realidade cultural e económica, muito diversa da das minhas origens se, por um lado cria fortes tensões emocionais e culturais por vezes difíceis de superar, por outro abre perspectivas que só se vêm a definir com clareza se a participação nessa realidade for plena e incondicional como, aliás, qualquer forma de verdadeira participação deve ser.

Penso que a arquitectura que o nosso grupo de trabalho hoje, através de mim, trás aqui revela essa participação e esse compromisso.

Revela também, e talvez isso seja mais difícil de demonstrar, a rápida evolução do ambiente tecnológico e técnico, económico e social em que trabalhamos e que, obrigatoriamente, condiciona o que projectamos.

Acontece hoje, em Portugal, um interesse, não renovado, mas novo pelo que se fez nesses territórios em que nós outros trabalhamos.

Interesse justificado, senão tardio, mas que pouco adianta à compreensão do que se passa hoje e agora em África e em Moçambique, nesta frente da expressão construída de um novo ethos urbano.

Passada já foi a fase de emulação da arquitectura dos colonos.

Já não serve.

Os modelos são outros.

As imagens, desejadas ou impostas, são as do Dubai ou da China, da crassa mediocridade internacional ou do folclórico africano.

Uma emigração, forçada pelas carências europeias, contamina agora, frequentemente, o meio construído com tiques estéticos que se exprimem pelas fachadas envergonhadas de janelas ou indecentemente cobertas de vidro exposto ao sol africano.

Numa sociedade que não sabe distinguir o arquitecto do empreiteiro, recém chegada a fortunas inexplicáveis e que julga saber o que quer, os resultados seriam tragicómicos se não fossem dramáticos.

Se me é permitido, penso ser esta é a ocasião certa e a não perder para relembrar e celebrar pessoas e situações que mais directamente marcaram a evolução do meu percurso de mais de sessenta anos nesta aventura.

Antes de todos meu tio Salvador Barata Feyo, escultor e grande desenhador que, ainda na minha infância, se tornou a figura e o modelo que corporizava as minhas emoções.

Depois, já em África, o Fernando Mesquita e o Pancho Miranda Guedes.

As suas grandes diferenças de atitude e maneiras de pensar arquitectura obrigaram-me, muito cedo, a reconhecer e racionalizar opções, arriscando lógicas pessoais que me dessem as bases criticas para uma escolha consciente de modelos e atitudes.

O Mesquita era o meu arquitecto chefe nas Obras Públicas onde, aos 17 anos, me empreguei como desenhador.

Com o Pancho trabalhava à noite, debaixo da escada.

Ele tinha livros e desenhava à minha frente o que eu, depois, levava para passar a limpo, em casa.

De ambos aprendi muito e comparei atitudes bem diferentes.

Senti a entrada na Escola de Belas Artes do Porto, em 1955, como um grande privilégio.

Artes e belas eram duas qualificações para as quais me sentia longe de poder, um dia, aceder, mas uma micro-sociedade com aquelas idiossincrasias depressa nos absorve e nos distingue.

Naqueles anos artes e artistas eram, ainda, actividades e gentes estranhas, nem sempre facilmente aceites por uma sociedade essencialmente retrógrada.

Arquitectos, pintores e escultores, alunos e professores com visões e interesses partilhados e confrontados , alimentavam tertúlias e debates que eliminavam diferenças sociais e desembocavam, sacramentalmente, em análise social e contraposição política.

Foi nesse ambiente que tive o privilegio de conhecer e formar amizades com pessoas que muito contribuíram para a formação de uma estrutura de pensamento que sempre me ajudou a tentar perceber a essência dos problemas de conteúdo, de forma e de expressão, para lá das modas e dos estilos e da vénia fácil ao mais facilmente vendável.

Foi o encontro com gente como o Arnaldo Araújo e o Octávio Lixa Filgueiras, o Losa e o Távora, o Mestre Ramos e o João Andresen, o Rica e o Loureiro, o Gustavo Bastos e o Lagoa Henrtiques e, muito especial e particularmente, o reencontro com o Mestre Barata Feyo.

Foi a descoberta dos irmãos intelectuais nesta aventura pactuada que dura há mais de sessenta anos: o António Quadros, o Raul Hestnes, o João Charters, o Zé Pulido Valente e o Zé Rodrigues, o Armando Alves e o Bronze, o Ângelo de Sousa e o Luiz Álvares Ribeiro, o Pitum Keil do Amaral, o Siza, o Gigante e outros tantos, com não menos importância e significado mas, talvez não tão próximos dos riscos e das esperanças partilhadas.

Num quadro mais alargado da geografia intelectual portuguesa tive, também, a sorte de conhecer e alargar amizades com o Pedro Vieira de Almeida, os Nunos Teotónio e Portas , com o “velho” Keil e a Maria, o Manel Vicente, o Bartolomeu Costa Cabral, o Conceição Silva e o Maurício de Vasconcelos e , mais tarde o Frederico Jorge e o Laginha com quem, com o Arnaldo Araújo, trabalhei no concurso da Gulbenkian.

Com esta plêiade de amigos, mais todos os outros que seria enfadonho mencionar, não posso deixar de sentir profundas as raízes de que neste país, afinal, tão pouco desfrutei.

A escolha de voltar a África em 1968, depois da aventura de quatro anos de soldado e um mestrado em Nova York, não é fácil de explicar. Talvez porque o convite veio via Pancho Miranda Guedes, talvez porque haveria uma divida moral para com o continente, talvez por puro espírito de aventura, talvez pela proximidade a Moçambique e à família.

Certamente por haver mais esperança de trabalho num país que iria ser, em breve, independente: a Suazilândia.

A mudança de Nova York para Mbabane, isto é de uma cidade com 14 milhões de pessoas para outra com 6.000 foi, pelo menos, espantosa, no mínimo surreal e, com a minha chegada, completou-se o contingente de arquitectos no país: éramos 3.

Enquanto que naquele país estava tudo por fazer em Moçambique fermentava a independência e em Portugal plantavam-se os cravos de Abril.

Tinham passado quase 7 anos quando, finalmente, tudo se resolveu em 1974 e foi o momento de aceitar o irrecusável convite para participar na construção de um país.

Uma escolha definitiva, a que dedicar uma vida.

A volta para África levou-me a conhecer e reencontrar outras realidades e outras pessoas que, identicamente, marcaram a minha evolução e enriqueceram o meu universo de amigos.

O período na Suazilândia abriu-me o contacto com o meio arquitectónico da África do Sul e, por reflexo, com o ambiente cultural anglo saxónico.

Ali voltei a encontrar amigos como o António e a Adele Sousa Santos, ambos ensinando em Cape Town, o Revel Fox, já conhecido dos meus tempos de trabalho com o Pancho, o Roeloff Uytenbogardt e tantos outros que marcaram a história da arquitectura na África do Sul nas décadas de 60 a 90.

Com o retorno a Moçambique independente abriu-se uma nova e imprevisível fase.

Parecia que, finalmente um mestrado focalizado em problemas de habitação iria ter uma utilidade e uma aplicação justificada.

Por falta de gente mais experimentada foram-me atribuídas responsabilidades cada vez mais difíceis de cumprir.

Primeiro como Director Nacional de Habitação, depois com Secretário de Estado do Planeamento Físico e finalmente como criador e director da primeira faculdade de arquitectura de Moçambique e, agora, já reformado, a de continuar a tarefa mais difícil de todas: fazer arquitectura.

Ao longo desses anos, com interrupções como professor visitante em Itália e nos Estados Unidos, encontrei, por todo o mundo, pessoas que se tornaram grandes companheiros intelectuais e de emoções partilhadas.

O francês-argelino Patrice Rauszer, meu assessor em Moçambique e depois um dos mais chegados companheiros de discussões, alegrias e tristezas, os italianos Gianni Ferracuti, Tato Dierna e todo o seu grupo de humaníssimos pensadores, a Maria Spina, o Sandro Bruschi, a Matelda Abate e o Francesco Bandarin em Roma e em Veneza; o Hans Skotte em Trondheim, o Ralph Erskine em Stockholm e aquele que me fez o convite mais difícil de recusar: o Jonas Salk, que me aliciou para a ocupação mais tentadora do mundo: pensar, e me alojava no seu magnifico laboratório em La Jolla, na Califórnia, desenhado pelo Khan.

Passaram exactamente 40 anos.

Para construir um país sei, agora, serem necessários pelo menos uns 400.

Mas tentámos e continuamos tentando.

Se me perguntarem se o conseguimos só poderei responder que não. Se me perguntarem se valeu a pena... tudo vale a pena.

Quanto esforço foi perdido ? Quanto aproveitado?

Questões inúteis e vazias de sentido para alimentar luxos intelectuais de quem não tem mais nada que fazer.

As sociedades não se mudam porque alguém julga poder programar a sua mudança. Mudam por razões mais fundas e gerais. Mudam porque as suas relações internas se submetem a forças mais fortes que os poderes manipulados pelos manipuladores do poder.

Mudam por directa ou indirecta influencia de factores externos.

Em 40 anos talvez tenhamos começado, quando muito, a esboçar algumas das condições essenciais da inevitável mudança.

Tentar justificar estes aforismos seria arrogância da minha parte, sobretudo no tempo e numa ocasião como esta.

Neste contexto vale a pena, apenas, tentar estabelecer uma ponte entre os temas que aqui nos trazem e os processos que nos responsabilizam: como pode o arquitecto contribuir para uma melhor forma de ocupação do território?

E como pode, ou deve, faze-lo no momento da mais profunda clivagem ideológica da sociedade em que escolheu participar?

Este é o panorama e o problema ético que se nos propõe recorrentemente , com uma consciência mais ou menos aguda do seu significado e da dimensão dessa clivagem.

Quarenta anos passaram.

A questão não se me afigura mais simples, clara ou fácil de equacionar.

Pelo contrário: em face de estratégias politicas reducionistas e demagógicas, normalmente orientadas para justificar novas formas de acesso ao poder, a nação ( essa abstracção conveniente...) não é mais um objectivo legitimo a conquistar mas um slogan esvaziado de sentido, a propor como legitimo.

O mapa geopolítico de nações bem caracterizadas como as europeias, não está, sequer, ainda definitivamente consolidado.

África está agora a dar os primeiros passos para caber mais confortavelmente nas fronteiras impostas pela Conferencia de Berlim, no fim do século XIX, onde as nações africanas foram agrupadas e retalhadas em fronteiras artificiais, definidas por interesses europeus alheios aos dos povos africanos.

Moçambique é um mosaico de nações onde se falam mais de 20 línguas e outros tantos dialectos.

Imagine-se o que seria Portugal se em Trás os Montes, no Minho, nas Beiras, no Alentejo e no Algarve se falassem cinco línguas diferentes e a taxa de analfabetismo funcional fosse da ordem dos 50% !

Construir um país com estas bases é uma tarefa gigantesca e, para quem menos preparado, e muitas vezes desanimadora.

O ordenamento do território, o planeamento e o desenho urbano e a arquitectura são âmbitos complementares sem descontinuidades contextuais.

É evidente que as formas de ocupação do território, a todas estas escalas, implicam o conhecimento, correctamente informado, dos domínios biofísicos, sociais e tecnológicos desses contextos.

O arquitecto pode, apenas, e se o conseguir enquanto técnico, influenciar os processos de decisão política e administrativa, as escolhas técnicas e mesmo as intenções estéticas do tratamento do espaço e da forma.

No caso da sociedade moçambicana, com uma enorme latitude de condições sociais, económicas e culturais em rápida mutação, a satisfação das expectativas dos clientes, sejam eles institucionais ou individuais, obriga o arquitecto a articular argumentos baseados em parâmetros ambientais, técnicos e económicos objectivos e numa convincente interpretação dos valores culturais e emocionais do meio social, para defesa das suas propostas de projecto.

Nisso não é ele, seguramente, diferente do que deve fazer o arquitecto em quaisquer outras circunstâncias e em qualquer lugar no mundo.

No nosso caso, este esforço atinge graus difíceis de suportar devido à referida latitude de condições culturais e implica uma revisão constante dos princípios de construção de uma racional, coerente com parâmetros ambientais e lógicas estéticas universais.

Como, por outro lado, os canons formais generalizados na África subsaariana, entre as classes dirigentes, são, em geral, caracterizados por elementos exógenos à cultura local e determinados pelo desejo de afirmação de formas de “arrivismo” económico e social ou por um mal entendido paternalismo folclórico, tudo é aceite e legitimado desde que transmita aquelas intenções.

Compreende-se assim a aceitação, senão mesmo a apetência pelos mais primitivos exercícios expressivos e desastrosas realizações, chinesas, por exemplo, ou pela estupidez envidraçada “dubaica” e, em geral, pelo que é diferente sem se saber de quê nem porquê.

Este é o pano de fundo da nossa actividade. Bem vistas as coisas não será, talvez assim, tão diferente do resto do mundo...

Depois desta enfadonha biografia, mas indispensável à lealdade a que me obrigam tantas amizades, arrisco agora expor-vos alguns dos projectos, quase todos realizados, nos quais tenho vindo a trabalhar nestes últimos cinquenta e tal anos.

Muitos deles foram já realizados com o meu actual grupo de colaboradores, companheiros e amigos, dos quais devo distinguir o Vitor Tomás, o Daniel Louro e o João Silva como aqueles que há mais tempo contribuem para tentarmos conquistar os níveis de qualidade que ambicionamos.

Sobre os projectos que apresento não vou elaborar mais do que algumas informações sobre os programas e temas e sobre as condições sociais, técnicas e económica em que foram concebidos e realizados.

As suas qualidades estéticas, a sua expressão poética e a sua intenção metafórica ou são explicitas nas imagens que apresento ou seria pedante produzir, sobre elas, qualquer teorização justificativa de uma pseudofilosofia mais ou menos elaborada.

Estes trabalhos são, apenas, o testemunho de uma procura inacabada das razões espaciais e formais de cada projecto, fundamentada em mais do que meras intuições oníricas ou lúdicas e coerentes com as condições objectivas de cada situação.

As imagens que apresento ilustram trabalho feito nos últimos 54 anos, em Portugal e em África, mas não referem a actividade, paralela à nossa produção nos campos do planeamento urbano, da habitação, da investigação e da didáctica que, não por menos relevância nas nossas preocupações, não conseguimos ainda sistematizar e valorizar por forma a poder ser apresentada.

Acontece que em mais de 50 anos de trabalhos há com certeza aqueles que consideramos mais significativos e mais próximos da ideia original. Muitos outros mereceram a nossa dedicação e o nosso interesse mas, por culpa nossa ou circunstâncias imponderáveis, não atingiram o nível de qualidade que nos dignifique e não merecem que os apresente.

Peço a vossa benevolência na apreciação desta produção que poderá merecer-vos algum interesse se compreendida à luz das limitações em que foi realizada.


José Forjaz , Maputo, 22 de Outubro de 2015


Leia aqui o texto de apresentação do arq. Raúl Hestnes Ferreira